Gestão Educacional

A educação superior revelou um crescimento, segundo a UNESCO (2006) com dados coletados em 2004 de 132 milhões de estudantes. No entanto, com a entrada da crise econômica em nosso país, em meados de 2014, o sistema de educação superior passou acumular perdas dramáticas. As perdas no processo educacional o somente será observado daqui a uma década.

Somam-se a este cenário um alto comércio entre as instituições privadas, que desenvolvem competições como se estivessem ofertando “objetos” produzidos em alta escala de manufatura, como em grandes indústrias. A primeira observação a ser feita é que o processo educacional, principalmente nas Instituições de Educação Superiores particulares não devem ser conduzidas como uma indústria, onde os comandos são realizados de forma repetitiva e em grande escala. Se a educação não é um objeto que se vende no varejo ou no atacado, há algo errado a formação dos profissionais da atualidade.  E a primeira pergunta a ser feita é: será que ao final do curso realizado o egresso adquiriu realmente competências e habilidades para atuar em sua área? Será que ele ao finalizar desta etapa da vida dará conta de que suas ações profissionais podem piorar ou melhorar o ambiente onde atua?  Ou será que o perfil está tão abaixo da média das habilidades necessárias, que nem ele próprio sabe o que fazer em situações de desafio quando assumir uma posição de trabalho depois de finalizar o seu curso?

Um dos desafios das Instituições de Educação Superior é trabalhar com uma gestão corporativa onde toda a equipe, tanto a acadêmica como a administrativa se envolva no complexo trabalho de ofertar aos estudantes, uma formação eficaz com competências para exercer a profissão que escolheu.  A escolha da organização pedagógica influi de maneira certeira neste contexto, pois, sem uma metodologia ativa que aborte as práticas de treinamento não será possível fazer avanços nas camadas da população de baixa renda, que entram nas Instituições superiores com um sonho: conquistar um diploma e um espaço no mundo do trabalho. O acesso à educação superior não pode ser privilégio somente das camadas mais altas da sociedade. Isso porque, um país sem formação educacional de cunho reflexivo e entendimento da realidade sobre o que acontece ao seu redor, jamais derrubará os muros da ignorância, que impedem a melhoria na saúde, os ajustes e harmonia familiares e a baixar os altos índices de violência.

Quando se pensa em educação superior não se pode somente apresentar a missão nos documentos institucionais, como Projeto de Desenvolvimento Institucional, é necessário por em prática o que se projetou e agir articulando as teorias com as práticas propostas. Mesmo recebendo estudantes oriundos de insucessos dos níveis anteriores de ensino, quem quer se projetar no ambiente educacional do ensino superior precisa pensar, propor e executar ações que auxilie esta faixa populacional, que acaba se excluindo através da desistência dos estudos.

O primeiro passo para que uma instituição educacional alcance prestígio e assim, consiga manter-se no mercado com suas finanças equilibradas, uma vez que, ainda não saímos da crise econômica que nos acompanha é apresentar e realizar uma proposta confiável e honesta aos usuários que atendem. A confiabilidade não pode ser fingida nem tão pouco diferente da proposta que o Projeto Pedagógico de Curso apresenta, pois, os estudantes tem acesso a informações que antes não tinham e vivenciam e experimentam as aulas propostas na instituição.

O processo de gestão educacional do ISEAT precisou iniciar uma nova etapa com uma equipe, que acreditasse na proposta escrita que eles delinearam e a colocasse em prática. De acordo com Stephen Covey “a dependência mútua, ou trabalho em equipe verdadeiro, ocorre quando substituímos o pensamento competitivo por uma atitude que busca o benefício de todos”. Enquanto o pensamento das instituições educacionais estiver voltado para a venda de cursos como “objetos”, e na proposta individual do alto comércio, tanto os estudantes como as instituições ficarão estagnadas. Certamente algumas delas terão o privilégio financeiro por um tempo, mas isso será temporário.

Sair do processo individualista envolve preocupação com o caótico índice de analfabetismo funcional, bem como com a criminalidade e a pobreza que desclassifica o nosso país na América Latina. Assim, fechando com um pensamento de Paulo Freire, “para que haja mudança é necessário que a educação se desenvolva.”. O ISEAT caminha nesta direção com toda a sua equipe e crê que pode deixar um legado no ambiente social onde atua.

Professora Ma. Ana Maria Furtado
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2 pensamentos em “Gestão Educacional”

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